Blog - Porque me adoptaste?

Porque me adoptaste?

Por: Dália Morais
Data: 22 de Setembro de 2011, ás 16:21
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Estávamos num final de tarde de verão uma suave brisa fazia esvoaçar as folhas do jardim, eu e os meus manos sob a protecção da nossa mamã corríamos e brincávamos com as folhas que esvoaçavam, a mamã estava tão orgulhosa de nós. A noite chegou com ela chegou a ternura a nossa mamã aconchegou-nos bem juntinho de si, (disse baixinho meus amores espero que tenham mais sorte que eu).


 

E assim se foi passando um dia, após outro, nós estávamos cada vez mais bonitos, mas a mamã sempre preocupada, pois o Outono estava a chegar, ela sabia que não tinha um cantinho seguro para nos proteger.Os dias iam passando, em cada um aprendíamos coisas novas que a nossa mamã nos ensinava, apesar de estarmos na rua éramos felizes, tínhamos o melhor do mundo, uma mamã que nos amava muito e nos protegia.

A nossa mamã entre muitas coisas ensinou-nos a ter cuidado com as pessoas, pois nem todas são de confiança, mas nós na nossa ingenuidade de bebés não percebíamos muito o que ela queria dizer, pois tantas eram as pessoas que passavam por aquele jardim, nos faziam festinhas, comentavam que lindos gatinhos.

Um certo dia tu apareceste e decidiste que me ias levar, a minha mamã ficou com muito medo, pois ela sabia o que lhe tinha acontecido, mas eu confiei e disse mamã não te preocupes eu vou ser feliz, vais ver que vai correr tudo bem.

E lá fui eu, cheguei a um sítio a que chamavam casa, onde a brisa não corria, não havia relva nem raios de sol, mas estava quentinho tinha muitos brinquedos, comidinha sempre à disposição, e sendo eu muito pequenina todos me achavam muita graça.

O tempo passou, eu cresci, tudo começou a mudar, já ninguém me dava atenção, estavam fartos de mim, eu chorava baixinho e pensava: mamã se eu tivesse seguido os teus conselhos, teria fugido quando me vieram buscar, desculpa mamã.

Um dia em que o sol já não brilhava, a brisa suave já não corria, a chuva caía e tu sem um mínimo de compaixão puseste-me na rua, eu resguardei-me num cantinho, tinha tanto frio, tanto medo, só pensava se eu tivesse seguido os teus conselhos mamã, teria fugido quando me vieram buscar.

Andei, andei para ver se te encontrava mamã, mas tu já lá não estavas, eu cada vez mais sem forças, procurava algum cantinho para me acolher, mas era corrida por todos, eu não me sabia defender, porque tu tiraste-me a capacidade de defesa.

Agora já não posso mais o meu corpo está muito frágil, apesar de ainda ser muito jovem, apesar de ainda ser tão cedo para ser tarde, sei que a minha vida está por um fio, mas tenho os valores que a minha doce mamã me transmitiu, então não sinto ódio, não te desejo mal, apenas e tão só tenho pena de ti, por seres tão pobre de sentimentos, a única coisa que me vem ao pensamento é PORQUE ME ADOPTASTE!

 

 

Dália Morais

22/SET/11

 

 

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